sexta-feira, 15 de julho de 2011

Um pouco de humor: As contradições da Bíblia

Este Post é para aqueles que professam pretensiosamente que a Bíblia é um documento de exatidão inabalável...Em um documento histórico escrito há tanto tempo, por tanta gente e tão extensamente editado, seria realmente surpreendente se não houvessem contradições. Seria patético (se não fosse trágico) pregar que a Bíblia tem a capacidade de responder a todos os dilemas éticos e morais de uma sociedade tão radicalmente diferente daquela descrita neste documento histórico, e além disso a capacidade de profetizar sobre eventos ainda por acontecer, especialmente se considerarmos que esta era a época em que eclipses eram interpretados como a ira divina!

Aproveitem.....



4 comentários:

  1. Muito interessante o vídeo...
    Realmente muitas contradições. Muito difícil acreditar em tais coisas... =/

    ResponderExcluir
  2. Hahaha... Eu adorei! ;)

    Concordo em gênero, número e grau... Acho surreal pensar que todas as respostas para os dilemas da sociedade atual estão contidas na bíblia.

    ResponderExcluir
  3. Submetidas as alegadas contradições da Bíblia à análise científica proporcionada pela maquinaria pesada da semântica, da sintaxe, da pragmática e da lógica, verifica-se que nenhuma dessas «contradições» é genuína. Todas são fabricadas pelo intérprete, pelo tradutor ou por ambos, através de uma operação ou manobra de acréscimo de texto que não consta no texto da Bíblia.
    Muitas dessas pessoas que dizem que a Bíblia tem contradições nem sequer sabem o que é a Bíblia. A Bíblia é um livro em língua hebraica (com alguns trechos em aramaico) e em língua grega, composto de contributos de cerca de quarenta escritores, começando por Moisés, no ano 1513 antes da nossa era, e terminando em João, no ano 98 da nossa era. Designemos por a esse livro, a Bíblia. Acontece que o objeto a tem sido traduzido para muitas línguas. Designemos por x uma qualquer das traduções de a. Observe-se que a e x são objetos distintos. Por exemplo, todo o x é posterior a a e nenhum x é escrito, nas mesmas passagens, na língua hebraica, aramaica e grega do tempo de a; ademais, a pode existir sem existir x, mas x não pode existir sem existir a, e a é absolutamente independente de x, sendo que nada do que afeta x afeta a. Ora, a simples inspeção ao site da Bíblia do Cético Comentada revela que aí se não trata do objeto a, a Bíblia. Aí se trata de um objeto x, que é distinto. A Bíblia não é um livro em língua portuguesa, nem em língua inglesa. Nestas línguas o que existe são traduções. Note-se até que há pelo menos uma organização religiosa que traduziu a Bíblia para a língua portuguesa e que, em vez de intitular essa obra Bíblia, ou Bíblia Sagrada ou Escrituras Sagradas, intitulou-a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. É uma tradução. Assim, as pessoas sabem o que têm em mãos. Por conseguinte, alguém que queira demonstrar uma inconsistência ou contradição na Bíblia tem de falar da Bíblia. Se, em vez disso, falar de uma tradução e, portanto, se passar de eventuais contradições, erros ou incongruências do objeto x para daí se concluir que existem contradições, erros e incongruências no objeto a, que é distinto de x e anterior a x, comete um vício lógico referenciado na literatura da especialidade como «falácia do espantalho», e seus argumentos não merecem a mínima credibilidade. Os proponentes e defensores de tais argumentos viciados pela falácia do espantalho expõem-se ao ridículo perante a comunidade científica, filosófica e acadêmica.

    ResponderExcluir
  4. Todo o raciocínio em que se baseia a Bíblia do Cético Comentada assenta nesta falácia do espantalho e, por isso, de uma só vez, fica demonstrado que a Bíblia do Cético Comentada nenhuma prova faz quanto a sequer uma qualquer alegada contradição de todas as alegadas contradições da Bíblia. O fracasso é completo.
    Adicionalmente, algumas dessas pessoas que dizem que a Bíblia tem contradições nem sequer sabem o que é uma contradição. As contradições são problemas lógicos e não problemas literários. Convém recapitular o que é uma contradição. A ciência que estuda as contradições é a Lógica. De acordo com a Lógica, uma contradição é uma frase, proposição ou fórmula do género «este homem casado é solteiro», «aquele animal é todo preto e todo branco», «desenhei um triângulo quadrado» ou «a Bíblia é divinamente inspirada e a Bíblia não é divinamente inspirada» ou «é proibido matar e não é proibido matar». Acresce que – como lembra a Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos (de João Branquinho/Desidério Murcho, sob a entrada «Contradição» –, só existe contradição quando uma frase, proposição ou fórmula «é falsa em todas as interpretações», ou seja é falsa em todas as situações possíveis. Ora, as pessoas com conhecimentos científicos adequados sabem que a Bíblia não tem e não pode ter contradições, visto que, para isso, seria necessário (1) selecionar pelo menos duas frases da Bíblia, (2) demonstrar que cada uma dessas frases só pode ser verdadeira numa única situação; (3) demonstrar que não existe nenhuma situação em que ambas as frases sejam verdadeiras. Simplesmente, é impossível fazer a demonstração de (2) e (3). Na verdade, a Lógica e a Matemática ensinam-nos que há coisas que não existem. Por exemplo, não existem quadrados redondos, nem existe um número maior que os outros todos, e não existe nem é possível descobrir ou inventar um calmante que excite as pessoas. Semelhantemente, a Lógica e a Matemática, em particular a Teoria dos Conjuntos, ensinam-nos que é impossível encontrar contradições na Bíblia. Tentar encontrar uma contradição na Bíblia é a mesma coisa que tentar encontrar um homem solteiro que seja casado. Esta é a segunda razão pela qual os proponentes e defensores da tese de que a Bíblia contém contradições se expõem ao ridículo perante a comunidade científica, filosófica e acadêmica.
    Assim, mesmo que a Bíblia do Cético Comentada analisasse a própria Bíblia – e não uma tradução –, afastando, deste modo, a falácia do espantalho, o seu fracasso em provar qualquer contradição da Bíblia é sempre completo e absoluto, como a Lógica o demonstra.

    ResponderExcluir